És a mais atraente, Logo és a que eu Amo - Como a Atração condiciona a Paixão
- Miguel Silverio
- 13 de jul.
- 24 min de leitura
Umas das maiores hipocrisias contemporâneas é a ideia que amamos o parceiro pela sua personalidade e não pela sua beleza física e, subsequentemente, pela a atração que temos sobre a mesma. A verdade que muitos escondem é como a beleza física condiciona a escolha do parceiro e, por sua vez, como a nossa personalidade foi influenciada pela percepção que a sociedade tem da nossa beleza.
Esta realidade sempre foi algo que me afetou muito ao longo dos anos. Senti-me extremamente frustrado pelo facto de que, de forma irracional, a atração que sentia por determinada mulher condicionava a forma como a avaliava e a valorizava. Sendo óbvio a ideia de que, quanto mais atraente e bela, mais enaltecidas eram os seus atributos pessoais - inteligência, maturidade, sensibilidade, competência, estatuto, entre outros.
Ao mesmo tempo, intrigou-me como pessoas com atributos físicos socialmente mais valorizados, acabavam por ser mais repensadas, do que as menos afortunadas.
A beleza está aos olhos de quem vê? Tal afirmação não corresponde estritamente à verdade como iremos compreender adiante.
Se a biologia é clara sobre o impacto de atributos físicos na paixão entre humanos, porque a sociedade quer enaltecer o ideal do seu contrário? A sociedade não nega a biologia por uma questão de ignorância - apesar de não faltar é ignorantes entre nós - fá-lo sim por uma questão de pacificação de massas. Se nos regermos puramente pelos imperativos biológicos e evolucionistas da atração visual, a ordem social colapsaria.
A atração é algo altamente injusto, uns nascem afortunados com características físicas e genéticas favoráveis outros não - pura seleção natural. Admitir isto do ponto de vista social, só criava uma frustração coletiva insuportável e insustentável. Ao propagar a mentira de que o mérito moral e a virtude regem as trocas afetivas, a civilização máscara a angústia coletiva, apazigua os menos dotados esteticamente e preserva a estabilidade social.
Esta narrativa romântica funciona como um sedativo sistêmico, ocultando o facto de que o campo de batalha dos relacionamentos é, em última análise, um cenário darwinista e impiedoso.
A paixão, tal como ela o é do ponto de vista biológico, é perigosa. Esta é regida por egoísmo, caos e reatividade. Sobre esta ótica, a paixão seria algo insustentável para uma sociedade que precisa de regras, previsibilidade e estabilidade. Logo, somos condicionados a moldar os nossos instintos ao oposto. Tentamos valorizar o carácter, a lealdade e o intelecto, pois estes atributo sim permitem manter a ordem e estabilidade social a longo prazo - a família, e o patrimônio genético e financeiro. De notar que uma sociedade capitalista implica que o poder está centrado no dinheiro, e não nos afetos.
A nossa biologia é uma gestão econômica irracional dos afetos, e não financeira. Logo, enaltecer o ideal não-físico é uma tentativa da cultura de domesticar o animal humano, forçando-o a valorizar os traços que garantem a coesão social em detrimento dos impulsos primitivos que geram rutura.
Por fim, tal como as imposições legais, sofremos de imposições sociais ao assumirmos que não escolhemos os nossos parceiros pela sua beleza e atração e mas sim pelas suas características não físicas. Esta tentativa de manter a coesão da sociedade através da repressão biológica apenas gera mais atrito e caos.
A beleza não é um capricho social moldável, é sim um sinalizador fundamental de aptidão genética, saúde e fertilidade.
Por outras palavras, os atributos físicos apenas visam refletir a qualidade genética do indivíduo. Imagine a ideia de que para escolher um parceiro geneticamente favorável teria de o submeter a um teste laboratorial ao seu genoma? Parece-lhe ridículo? Porém é o que acontece. A evolução não nos deu um laboratório para vermos o grau de aptidão genética, deu-nos sim as características visuais uns dos outros.
Olhar para o seu parceiro, é no fundo, olhar para o resultado desse teste genético. E a paixão que sente por ele, é impulso biológico para o motivar a propagar os seus genes com esse determinado parceiro.
A Simetria Facial: Este atributo funciona como um barómetro da nossa estabilidade biológica, sinalizando de forma inequívoca a resistência do organismo contra mutações ou parasitas durante o seu desenvolvimento.
Rácio Cintura-Anca (WHR) Feminino: A métrica de 0.7 é processada pelo instinto como um atestado de fertilidade, revelando níveis hormonais ótimos e uma predisposição biológica favorável à reprodução.
Marcadores de Testosterona Masculinos: Elementos como a mandíbula proeminente são, na verdade, indicadores de um sistema imunitário robusto, capaz de sustentar o elevado custo biológico das hormonas sexuais.
Então porque ao longo da história se valorizou atributos físicos distintos?
A sociedade olha para a mudança de padrões estéticos ao longo dos séculos (da opulência de Rubens à magreza da alta-costura e moda) e conclui, ingenuamente, que a beleza é uma invenção maleável da cultura.
A cultura não inventa o padrão; a cultura simplesmente traduz o mesmo imperativo biológico em função da escassez do momento. A biologia quer sempre a mesma coisa: saúde, fertilidade e recursos. O que muda ao longo da história é o sinalizador visual que indica a presença dessas três variáveis.
O nosso cérebro está programado para detectar sinais de estatuto hierárquico social e abundância de recursos - hoje traduzida, por exemplo, em riqueza financeira.
Na antiguidade e na idade média, a maioria da população passava fome. Existindo uma minoria com abundância total de recursos. O povo estava desnutrido, e trabalhava sob o sol escaldante - o que os deixava com uma pele mais escura.. O padrão de beleza nesta época eram corpos volumosos e pele extremamente pálida. A gordura e a palidez não eram meras escolhas estéticas, eram evidências físicas do estatuto social dos indivíduos, e por sua vez, do seu acesso a alimentos em excesso e a ao facto de não necessitarem de trabalhar. A opulência física era a tradução visual de riqueza e segurança.
Na nossa época contemporânea, desde a revolução industrial e a subsequente abundância de alimentos ultraprocessados e baratos, a obesidade passou a ser um problema das classes baixas. Simultaneamente, houve uma inversão do mercado de trabalho. Este passou a ser sedentário, em espaços fechados como escritórios, através de uma secretária e um computador. O sinalizador de status social inverteu-se. A magreza, a tonificação muscular e uma pele bronzeada, indicam agora que o sujeito tem tempo livre para treinar, recursos financeiros para uma alimentação saudável, e capital financeiro para viajar para locais com sol.
A estética não está nos traços físicos, mas sim nos indicadores de abundância de recursos e saúde. A biologia procura sempre o parceiro com mais recursos. A cultura apenas altera o marcador que sinaliza quem os detém.
Por exemplo, o rácio Cintura-Anca (WHR) apresentado anteriormente, não se alterou ao longo dos séculos. Quer análises às estátuas da Vénus na Grécia Antiga, às pinturas renascentistas ou às supermodelos modernas, há uma constante matemática: o rácio cintura-anca feminino mantém-se invariavelmente próximo dos 0.7. A cultura pode flutuar entre preferir mulheres globalmente mais cheias ou mais magras, mas o cérebro masculino continua o mesmo. E porquê? Porque esta métrica específica está ligada à distribuição de gordura governada pelo estrogênio e à largura da bacia para o parto — indicadores biológicos puros de fertilidade que a cultura não consegue reprogramar.
Ao longo dos meus anos românticos e sexuais, sempre foi claro para mim uma certa aversão a mulheres com um índice de massa corporal elevado, ou fora do saudável. Uma forma simpática de dizer que não gosto de mulheres gordas. A falta de atração sexual era clara. Sempre teve uma certa narrativa racional por detrás. Nomeadamente que, um índice de massa corporal elevado, não saudável, é algo que reflete um longo período de inconsistência, desleixo ou circunstâncias desfavoráveis, mais ou menos, da responsabilidade da mulher em questão.
Quando tinha cerca de 14 a pender para os 15 anos conheci uma mulher, vamos lhe chamar de Ana. Ela era mais velha 2 anos. Normalmente, as mulheres procuram homens mais velhos para equilibrar a balança da maturidade, que pende mais para as mulheres em comparação com homens da mesma idade. Porém, devido ao facto de ter bastante maturidade na minha idade, acabava sucessivamente procurando mulheres mais velhas à semelhança delas em relação aos seus homens.
Antes do primeiro envolvimento sexual, antecedeu uma amizade profunda e íntima durante cerca de 1 ano. Esta limitação em amizade partiu exclusivamente dela - naturalmente desejava-a sexualmente. O meu investimento na mesma foi proporcional à atração que sentia por ela. Portanto este foi moderado. Por ser moderado, as características da sua personalidade também foram categorizadas de forma mediana. Não obstante após o primeiro desenvolvimento romântico entre ambos, estas características, outrora vistas como medianas, foram enaltecidas. O que me fez aumentar o foco pela Marta, e por sua vez, os afetos e investimento.
Não demorei muito a sentir-me cada vez mais próximo romanticamente da Ana. Ao contrário do exemplo extremo, onde existiu total repulsa e desinteresse em investir em mulheres com índice de massa corporal mais elevado, levando à total desconsideração pelas suas características não físicas, a Marta era bastante bela. Mas não o suficiente.
Era novo, e tal foi me extremamente difícil de assimilar. A Ana era racionalmente perfeita. Era mais velha - tendo a maturidade alinhada com a minha - era bela e atraente, era inteligente, era extremamente doce e empática. Tínhamos formado uma base emocional profunda antes dos primeiros envolvimentos mais íntimos. Ela estava extremamente investida em mim - desejava um compromisso. Era uma mulher extremamente pura - em todos os sentidos da expressão. Não tinha todas aquelas condicionantes que naturalmente desenvolvemos após sucessivos relacionamentos falhados.
Se era tudo o que eu procurava e valorizava porque eu parti o coração da Ana? Porque ela não era atraente o suficiente. Hoje compreendo e consigo me perdoar por compreender os imperativos biológicos que dominam o nosso cérebro, porém na altura fiquei completamente devastado. Especialmente porque conseguia separar os afetos da razão e analisar de forma fria a Ana. E a Ana era perfeita.
Quando entrei no secundário, ao me apaixonar de forma irracional pela minha colega de turma - onde não existiu qualquer base sólida de amizade por de trás desta relação, apenas o impulso primitivo de uma atração irracional e incontrolável, por outras palavras, esta colega era extremamente atraente, bela e quase divinal - resultado? Uma relação e dinâmica totalmente disfuncional, onde por mais que racionalmente os seus atributos não físicos fossem claramente inferiores face aos da Ana, a sua beleza leva-me a enaltecê-los a padrões irrealistas, mantendo-me preso a um ciclo não saudável. De deixar claro que este foi um dos grandes arrependimentos da minha vida, e irônico foi o facto de que passei bastante mal quando ela seguiu em frente com outro parceiro - felizmente a fez bastante feliz ao longo dos anos.
Mais tarde, já depois dos meus 20 anos, numa era cada vez mais digital e informatizada, experimentei as clássicas “dating apps”. Sendo eu uma pessoa ainda à antiga, fazia questão de os poucos matchs que fazia (mercado masculino e feminino é exponencialmente distinto) existirem conversas via telefone. Desta forma compreendia melhor quem a mulher era. Um encontro em especial que surgiu, até aos dias de hoje não me esqueço. A mulher em questão aparenta ser bela e atraente. A conversa fluía, era doce e inteligente. Tinhamos valores muito alinhados. Neste tipo de conversas, por não existir ainda contacto pessoalmente, e apesar de o match ter partido exclusivamente pelos atributos físicos de cada um, as características não físicas tendem a ser um fator mais determinante, apos esta seleção física, que determinará a probabilidade de um encontro.
O encontro foi marcado, e planejei um dia inteiro com ela. Tudo correu bem até ao momento que a fui buscar. Bem, digamos que as fotos do seu perfil correspondiam a um índice de massa corporal outrora substancialmente abaixo do atual. Recorda-se das tais características não físicas e valores alinhados? Bem isso caiu por água abaixo. Como homem que em tempos já esteve no cenário que esta mulher se encontrava, dei-lhe exatamente o tratamento que gostava de ter recebido. Fui honesto e transparente sobre ao nosso potencial, mas nulo, futuro. No entanto, dei-lhe um dia calmo, tratei-a bem e fui cavalheiro com ela. Mais uma vez, não se desenvolveu qualquer relação amorosa.
Ironia do destino, tempos após este encontro, conheci a minha, ainda, atual ex pareceira. Estupidamente bela e atraente, tanto aos meus olhos, como dos restantes. A paixão foi intensa e irracional. Em poucas semanas já estávamos a namorar, comprometidos e destinados a viver para sempre juntos. Bem, foi a relação mais caótica que tive na minha vida. Até perigosa em todos os sentidos.
Devemos equilibrar o rácio entre a beleza e os atributos não-físicos. O como, não sei lhe responder.
Tenho vindo a comentar que a atração física distorce a forma como avaliamos a personalidade dos nossos potenciais parceiros.
O mecanismo por detrás deste viés cognitivo é chamado de efeito Halo. O Efeito de Halo faz com que o cérebro cometa um erro sistemático de julgamento: associamos automaticamente a beleza a um "crédito de caráter" infundado.
O indivíduo atraente é julgado à partida como mais honesto, bondoso, inteligente e
bem-sucedido, fazendo com que os seus erros sejam tolerados e as suas virtudes
inflacionadas.
Algo que observei sistematicamente é que uma pessoa bela, especialmente uma mulher, era considerada mais competente, e por sua vez, tratada como tal - o que apenas a condicionava a ser competente.
É sabido há muito tempo pela ciência que pessoas atraentes são sistematicamente melhor tratadas a crescer do que as não atraentes.
Uma mulher bela, acaba por ser associada a virtudes mais valorizadas socialmente, o que a condiciona a desenvolver essas mesmas caracteristicas. Porém o mesmo vem com um custo.
A mulher é validada pela sua estética e não pelo seu esforço, criando nesta uma insegurança latente. A mulher cresce sem saber se o seu sucesso se deve ao seu mérito real ou à condescendência do meio
face à sua imagem. Ao mesmo tempo, existe uma certa ostracização intra-sexual. A beleza ativa rituais de competição agressiva e exclusão passivo-agressiva por parte de outras mulheres, que a veem como ameaça, tanto do ponto de vista de estatuto social como reprodutivo. Por fim, a sensação de angústia crônica pelo envelhecimento de uma identidade estruturada inteiramente em torno da beleza, que desvaloriza severamente com o tempo.
No mercado de trabalho, a beleza da mulher é muitas vezes explorada como ativo corporativo rentável em funções de atendimento ao público e vendas - o que não é segredo para ninguém. Por fim, a atração é vista como fragilidade, fazendo com que o sucesso da mulher considerada bela seja atribuído a favores ou manipulação, exigindo dela um esforço redobrado para provar a sua competência técnica.
Esta narrativa factual tende a ser interpretada como mulheres enquanto vítimas de um mercado de trabalho machista. Consigo compreender. Porém, o que não falta por aí são mulheres inteligentes que em vez de protestar com a realidade das regras do jogo, as usam a seu favor. Desde a rapariga popular na escola que tinha sempre o rapaz inteligente atrás dela - levando-o a fazer favores de forma a agradá-la - estando porém envolvida com o rapaz socialmente aceite. Até à mulher que seduz de forma a subir na carreira, às modelos de OF que faturam milhões com uma ilusão de exclusividade e intimidade por parte de homens desesperados por ser notados por estas mulheres vistas como inalcançaveis.
Já no caso dos homens belos, as coisas são distintas. A beleza masculina é vista como indicadores de dominância, liderança e competência em qualquer nível hierárquico. Este facilitismo crônico que estes homens enfrentam, gera uma clara falta de resiliência e disciplina - correndo o risco de desenvolver traços narcísicos e de imaturidade emocional, pois nunca necessitam de desenvolver competências intelectuais ou emocionais. Quando enfrentam crises em que a sua beleza não é suficiente, tendem a colapsar.
Ao longo do tempo sempre prezei por manter uma postura serena e racional ao avaliar as situações do quotidiano. Como qualquer indivíduo, valorizei muito a tomada de decisões de forma ponderada, e não impulsiva. E regra geral tive algum sucesso dessa forma. Uma exceção à regra eram os contextos onde nas decisões uma mulher atraente estaria no meio do processo de decisão. Neste cenário, decisões outrora ponderadas, tornavam-se impulsivas e até caóticas. Hoje, no entanto, compreendo as bases neurológicas por trás destas reações.
O processamento de um rosto altamente atraente ativa o sistema de recompensa mesolímbico, despoletando descargas massivas de dopamina. O cérebro lê a beleza como uma recompensa imediata idêntica a vícios químicos ou ganhos financeiros, o que justifica a perda de racionalidade e a obsessão rápida.
Existem, felizmente, estratégias para combater este estado de embriaguez dopaminérgica ao interagir com uma mulher atraente e não perder o controle e a racionalidade - o que é muitas vezes explorado pelas mesmas.
Em primeiro lugar, devemos separar a beleza da perfeição. O nosso cérebro ao detectar uma pessoa atraente, inflaciona os restantes atributos. Aprender a separar e a avaliar a pessoa fora do contexto dos seus traços físicos é uma forma de baixar os níveis fisiológicos, e restaurar a lucidez.
Quando terminei o secundário, tive que passar um ano a estudar várias disciplinas científicas necessárias para poder frequentar medicina. Estava em várias turmas, de distintas idades, todos mais novos que eu.
Em um dos primeiros dias de aulas, cheguei ao colégio de mota. Ao estacionar, ainda com o capacete posto, reparei numa rapariga que estava praticamente parada a observar-me, foram questões de segundos. Não precisei tirar o capacete, mas fiz para a conseguir observar melhor. Ela era extremamente atraente. Bela, delicada e sedutora. Nas semanas que se seguiram fomos trocando alguns olhares, mais atenção que lhe tentasse dar, ela não me ligava nada. O que me incomodou foi a associação impulsiva de atributos que lhe dei.
Ela chamava-se Teresa. Não conhecia a Teresa de lado nenhum. Apenas tinha cruzado meia dúzia de olhares com ela. O problema começou pela irracionalidade que aquele rosto e postura despoletou em mim. De seguida, os segundos de troca de olhares fizeram-me assumir uma remota possibilidade de reciprocidade de interesses. Rapidamente obtive alguns boatos e pequenas informações sobre ela - começando pelo nome, pela idade, e alguns pormenores da sua personalidade. Tudo isto informações vagas, e possivelmente desprovidas de veracidade. No entanto, vi-me a frequentar aulas das quais não precisava apenas para tentar estar próximo dela, até que, mais chocante ainda, vi-me a inferir e a fazer análises à sua personalidade. Recordo-me perfeitamente do momento em que me apercebi que algo estava fora quando dei por mim a pensar - a Teresa é uma mulher atraente, claramente inteligente e madura, doce e sensível. Por fim, terminei este devaneio a supor que já passou por algo no seu passado, o que levou a este salto de maturidade face aos colegas.
Quando me apercebi do problema e das falácias que o meu cérebro estava a pregar cessei totalmente o investimento na Teresa. Visto de fora, parece totalmente ridículo o que acabei de descrever. No entanto, é o processo que temos vindo a descrever na prática. Esta dinâmica, quando se instaura - por exemplo, se eu e a Teresa tivéssemos realmente interagido - tinha tudo para ser instável e caótica, para não dizer toxica. Se o processo de idealização fosse recíproco, a base da relação seria uma fantasia, onde as expectativas de cada um estavam assentes no abstrato e não na realidade. Se fosse unilateral, a pessoa idealizada - no caso, a Teresa - iria ter um controle e poder muito superiores ao meu na relação. A capacidade de manipular seria muito perigosa, bastando ela apenas alimentar partes da idealização para me dar a sensação de estar próximo de alcançar o inalcançável, para obter do parceiro - no caso, eu - o que quisesse.
Quando pensamos sobre relações desniveladas em termos de poder, tendemos a pensar nas que existe uma total dependência de uma das partes na outra em termos financeiros. Mais frequente, no entanto, são as relações assentes na idealização do parceiro, que leva a um desequilíbrio de poder, onde inevitavelmente os mecanismos egocêntricos irão tomar o controle da dinâmica.
A idealização tende a provir de projeções de ideais desejados ou perdidos para um objeto afetivo presente.
Em segundo lugar, devemos nos ausentar do estímulo excessivo e irracional de forma a baixar os níveis de reatividade fisiológica face ao mesmo. Por outras palavras, ao nos afastarmos nem que por breves momentos da pessoas que nos está a deixar irracionais, permite baixar os níveis fisiológicos, de forma a quando voltamos para essa pessoa estejamos mais calmos e agora tenhamos a capacidade de avaliá-la pelo que faz e é, e não pelas inferências impulsivas que a sua beleza nos leva a supor.
Por fim, a obsessão rápida acontece frequentemente porque o teu cérebro lê aquele atributo físico como um recurso ultra-raro e insubstituível. O pânico de perder a oportunidade amplifica o vício. Logo, compreender que aquela euforia afetiva é uma falácia de escassez, e que existem milhares de outras pessoas com o nível de atração que a que está nos a causar essas sensações, permite avaliar objetivamente a pessoa pelo que ela é, e não pelo que aparenta ser.
Sabendo os impactos biológicos que pessoas atraentes nos causam, porque não estamos todos com supermodelos?
A forma mais simples de responder a esta questão, é a lei da procura e oferta. Existe muita procura por pessoas consideradas altamente atraentes, mas poucas efetivamente disponíveis para suprir toda a demanda. É uma questão de seleção natural e de que os melhores genes, estão concentrados numa minoria da população, havendo uma competição feroz pelos mesmos. Porém, se a natureza apenas nos deixasse reproduzir com o parceiro ideal, dificilmente iremos reproduzir, logo a taxa de sobrevivência da espécie era baixa. Ao mesmo tempo, a sociedade estrutura-se hierarquicamente, sendo a minoria no topo com os melhores genes, e com maior abundância de recursos, face a uma maioria com piores genes, e menos recursos. O funcionamento da sociedade do ponto de vista social necessita de todas as camadas da pirâmide hierárquica. Logo, para esta coesão social se manter, é necessário, em última instância, a propagação de genes, digamos, medianos.
Sendo assim, a Hipótese de Emparelhamento (Matching Hypothesis). Formulada originalmente por Elaine Walster (Gatfield) na década de 1960, esta teoria demonstra que, embora o indivíduo deseje o parceiro esteticamente ideal, o seu comportamento real de fixação é pautado pelo pragmatismo: tendemos a escolher e a estabelecer relações estáveis com parceiros que possuem um nível de atração física semelhante ao nosso.
Deste modo, o nosso grau de qualidade genética é propagado com parceiros do mesmo nível. O que acaba até por manter a coesão hierárquica ao longo das gerações.
Existem três mecanismos que interagem em simultâneo para preservar este sistema.
O primeiro é a minimização do custo da rejeição.Tentar interagir ou reter um parceiro cujo valor estético está significativamente acima do nosso implica um custo de rejeição insustentável para o Ego. Nós, de forma consciente, ou não, do nosso próprio posicionamento no mercado de beleza, determinamos através do mesmo o patamar de beleza que procuramos num parceiro. Procurar alguém com uma equivalência estética reduz a probabilidade de sofrer rejeição. O emparelhamento é, antes de mais, uma defesa psicológica do ego ou da nossa autoestima.
Em segundo lugar, toda a relação implica um determinado custo de manutenção. Ficar com alguém substancialmente mais atraente aciona um estado crônico de hipervigilância e ansiedade de separação. O mesmo não se aplica apenas aos fatores físicos, mas também à posição social do parceiro. Um parceiro que habita o topo da cadeia hierárquica atrai constantemente a atenção de rivais e tentativas de abordagem. Para o elemento menos atraente da díade, isto traduz-se num custo de manutenção psicológica asfixiante: o medo constante da traição e a paranoia do abandono. O emparelhamento estético compra estabilidade psíquica; ao escolher um igual, o sujeito minimiza a concorrência e estabiliza o vínculo. Se somos o elemento com mais estatuto social do casal, dificilmente sentimos medo de perder o parceiro pois este encontra-se numa posição inferior à nossa, logo nós acrescentamos-lhe estatuto. Já se for ao contrário, nós é que recebemos estatuto, e portanto, qualquer sujeito com um estatuto superior ao nosso, no somatório, acrescentará mais ao nosso parceiro. Desequilíbrios de poder também geram dinâmicas relacionais insuportáveis.
Por fim, uma relação estável exige reciprocidade para ser sustentável a longo prazo. Quando existe uma assimetria brutal de beleza física, a balança de poder fica perigosamente desalinhada. O parceiro significativamente mais atraente detém o que a sociologia chama de "Princípio do Menor Interesse" — quem precisa menos da relação tem o poder de ditar as suas regras e ameaçar a rutura. Para que o casal assimétrico sobreviva a longo prazo, o elemento desfavorecido esteticamente é obrigado a fazer uma transação cruzada (cross-capital), injetando outros recursos massivos (como status socioeconômico, poder ou segurança) para equilibrar o défice visual. Sem essa compensação, o sistema colapsa por falta de equidade.
A relação é uma negociação. Existem diversos recursos que são colocados em cima da mesa, sendo o balanço dos que recebemos para os que damos que determinará o sucesso da relação. Até vou mais além, os parceiros que temos são um reflexo bastante preciso do valor que temos naquele determinado momento.
Outra questão que se levanta normalmente é, porque razão pessoas atraentes estão sucessivamente com pessoas não atraentes?
Se facilmente observamos casais com uma assimetria gritante entre a sua atração física, tal não coloca em causa tudo o que tenho vindo a defender? Dando esperança ao sonho de que a escolha dos nossos parceiros é um processo consciente, intencional e meritocrático? Infelizmente, não.
Os recursos que oferecemos numa relação vão além do capital físico. Este recurso primitivo que espelha a qualidade genética, atualmente com a introdução da consciência no processo de decisão, foi alargado. Hoje compreendemos que um parceiro, por mais atraente que seja, sem a capacidade de nos dar segurança, por exemplo, não irá nos conseguir dar uma relação duradoura. Portanto operamos num “Modelo de Compensação de Recursos”, uma troca de capitais. O mercado opera por
transações cruzadas (cross-capital). O parceiro menos atraente compensa a sua
desvantagem física injetando outros recursos de alto valor no contrato relacional, como
status socioeconómico, poder, segurança ou intelecto excecional. É um contrato de
equivalência de poder com moedas diferentes (Beleza por Recursos/Status).
Por fim e de forma paradoxal face aos exposto anteriormente, estar com alguém de igual valor estético exige um custo de manutenção psicológica asfixiante (hipervigilância, risco de
traição), como temos vindo a falar. Porém, ao escolher um parceiro esteticamente inferior, o indivíduo belo adquire uma posição de dominância e segurança. O parceiro menos atraente, consciente da sua assimetria positiva, oferece maior submissão, investimento emocional e fidelidade para reter um cônjuge que está "acima do seu campeonato". A beleza abdica da estética do outro para comprar paz psíquica e controle absoluto sobre o vínculo.
Como a atração física e a beleza operam nas amizades?
Não é a primeira e certamente que não será a última vez que refiro que é falácia a ideia de que as amizades são baseadas em altruísmo cego. O que surpreende algumas pessoas é o facto de que, até nas amizades, a escolha do amigo começou na atração que sentiu pelo mesmo.
Nas amizades entre homens e mulheres, a beleza feminina atua como um íman de recursos e cooperação masculina, mesmo que não haja qualquer consumação sexual. Como o cérebro masculino responde à atração física através do sistema de recompensa mesolímbico, um homem tende a ser significativamente mais altruísta, protetor e disponível para uma amiga que ele considere atraente. A beleza da amiga funciona como um reforço biológico dissimulado. O homem investe tempo, cavalheirismo e proteção (recursos) porque a proximidade estática com essa mulher eleva o seu próprio status social perante outros homens e alimenta a sua fantasia inconsciente de acesso futuro. A mulher, por sua vez, consome essa validação e amparo. É um contrato implícito onde a beleza dela compra a lealdade e o esforço dele.
Nunca tive muitas amizades ao longos dos anos, muito menos várias em simultaneo. A amizade, se lhe podermos chamar assim, que dura há mais tempo, começou sensivelmente em 2017. A maior proximidade sucedeu-se a partir do ano de 2019, especialmente apartir de 2021. O que me incomoda nesta amizade é o facto de eu ter total consciencia de que não aturaria metade das dores de cabeças que já tive com ela caso não fosse uma mulher atraente. E não me interprete mal, eu nutro um sentimento profundo de, vamos categorizá-lo em, adoração por ela. E em momento algum a beleza dela vem me a cabeça e condiciona o meu comportamento em relação a ela, isto do ponto de vista consciente. Porém, já me vi em situaçõe com outras pessoas, ou de outro sexo, ou mesmo sendo mulher, mas não tendo metade do nivel de beleza dela, que não aturei metade.
Outro aspeto, existe uma vaidade inerente à partilha de contextos sociais estando com ela face a outras pessoas, digamos, menos atraentes que ela. Vejo-me por mim mais confiante ao estar ao pé dela, do que com outras mulheres menos atraentes que ela. Parece ultrajante esta ideia, porém tem um sustento biologico claro - o estatuto social. Uma maior preceção de estatuto social por parte de terceiros, leva-os a tratar-nos de acordo com esse estatuto. Uma perceção de maior estatuto por parte de nós em relação a nós próprios somada com o tratamento social por terceiros desse mesmo estatuto mais elevado, causanos um maior grau de confiança o que, por sua vez, se torna uma profecia autorrealizada.
Todos nós gostamos de ser bem vistos e respeitados pela sociedade, sendo que vivemos numa sociedade onde a beleza feminina tem uma valor simbolico muito pesado. Logo os homens gostam de ser vistos com mulheres bonitas, o que gera respeito e competição, e as mulheres gostam de ser vistas como bonitas, o que apenas autmenta a sua autoestima e estatuto.
Nas amizades entre indivíduos do mesmo sexo, especialmente entre mulheres, a beleza introduz uma tensão entre a cooperação e a rivalidade.
Pessoas de aparência comum procuram frequentemente a amizade de indivíduos altamente atraentes para beneficiar do seu reflexo social. Estar no mesmo grupo de uma pessoa bela garante acesso a festas, melhores mesas, maior atenção geral e uma elevação indireta de status (o chamado Radiating Effect of Attractiveness). O amigo bonito é usado como um passaporte social.
O reverso da medalha é a assimetria destrutiva. Quando a diferença de beleza é gritante, o amigo menos atraente é relegado para a invisibilidade no mercado de encontros (o efeito "secundário"). Isto ativa rituais inconscientes de inveja e ressentimento. A beleza do amigo passa a ser uma ameaça direta à autoestima do indivíduo. Em termos evolucionistas, o amigo belo "rouba" os olhares e os parceiros potenciais da vizinhança, o que leva a dinâmicas de exclusão, comentarios sociais depreciativos e sabotagem subtil para nivelar o jogo.
Existe aquele clichê do grupo de amigas que gira à volta da mais popular. A mais popular, tende a ser a mais atraente. Para esta mulher, ao rodear-se com mulheres menos atraentes e populares que a mesma, tal traz-lhe segurança, controlo e poder. As amigas menos atraentes sobem o seu estatuto ao deixarem de ser apenas mulheres menos atraentes face à mulher atraente, mas sim parte do a envolvencia social da mesma. É uma troca onde todos ganham. O mesmo acontece entre homens. Onde o mais popular e atraente vê-se rodeado por outros homens menos populares e atraentes. É a mesma dinamica entre sexos neste aspeto. Os elementos com menos estatuto do grupo tendem a seguir os passos do mais competente e poupular, o que aumenta o seu valor enquanto indivíduos até fora do grupo.
A Beleza determina o amor?
A beleza do parceiro não determina o amor que sentimos pelo mesmo. O impulso para amar determinado parceiro parte da beleza e atração deste, porém é a intereção com o mesmo que sustentará ou não esse amor. Diversos fatores operam para a sustentação do amor, tanto em termos sociais como quimicos, como a ocitocina.
O nosso carater entre em campo após a escolha impulsiva do parceiro. A partir da atração começa-se a desenvolver a vinculação, sendo este um processo bastante mais racional e consciente - com mais justiça e meritocracia. Não creio num determinismo biológico absoluto - apenas que temos que ter consciencia dos factos biologicos.
A aceitação dos factos, e a desvinculação com a fantasia.
Ficou claro que a atração física e a beleza tem um impacto crônico na escolha dos nossos parceiros. Negar este facto apenas visa apaziguar a verdade nua e crua - a vida não é bela, justa ou muito menos, virtuosa. Somos animais, e agimos como animais. O que nos destingue dos outros animais é a nossa capacidade de suprimir e canalizar a energia dos nossos impulsos primitivos para escolhas racionais. Temos a capacidade de decidir, e não apenas reagir.
Não existem decisões feitas sem a total aceitação dos factos que não podemos alterar em relação à nossa essência. A atração fisica abre a porta da relação, porém é o caracter que a mantem aberta ao longo do tempo.
Compreender como o nosso cerebro esta condicionado a avaliar os nossos potenicais parceiros permirtenos efetivamente tomar as redeas neste processo de escolha. Caso contrário iremos apenas cair em dinamicas relacionais caoticas, dinfusionais e impulsivas. Quem amamos é um impulso, como ama-mos pode ou não ser uma escolha. Se uma relação para durar depende do caracter de ambas as partes, apenas a racionalidade, ou seja, uma gestão emocional eficiente, sustenterá a relação.
Por fim, ao compreendermos o impacto que a nossa beleza tem na forma como os outros nos vêm e interagem connosco, em vez de nos sentirmos ressentidos com as regras do jogo, podemos usá-las em nosso favor. Começando por nos arranjarmos bem, cuidarmos da nossa saude e aparencia fisica. Sendo assim, em vez de protestarmos pela a injustiça dos factos, aproveitarmos os factos para colhermos os seus beneficios.
A beleza não é tudo. Existem inumeros fatores que podemos trabalhar e melhorar para alcançar o estatuto social que pretendemos. Tal não significa viver em função dos outros, apenas significa viver com os outros. Se queremos determinados beneficios na vida, temos que acrescentar valor à sociedade de forma a os obtermos. Já não operamos na base do mais forte, mas sim na base do mais estatuto.
Fontes Científicas:
Buss, D. M. (1989). Sex differences in human mate preferences: Evolutionary hypotheses tested in 37 cultures. Behavioral and Brain Sciences. (Provou transculturalmente em 37 sociedades distintas que homens valorizam consistentemente a atração física e a juventude mais do que as mulheres, como indicadores biológicos diretos de valor reprodutivo).
Singh, D. (1993). Adaptive significance of female physical attractiveness: Role of waist-to-hip ratio. Journal of Personality and Social Psychology. (Demonstra como o rácio cintura-anca atua como um gatilho biológico universal de fertilidade).
Dion, K., Berscheid, E., & Walster, E. (1972). What is beautiful is good. Journal of Personality and Social Psychology. (Estudo clássico que isolou o viés cognitivo de associar a estética a traços de personalidade socialmente desejáveis).
Snyder, M., Tanke, E. D., & Berscheid, E. (1977). Social perception and interpersonal behavior: On the self-fullfilling nature of social stereotypes. Journal of Personality and Social Psychology. (Provou que pessoas tratadas como se fossem bonitas passam a agir de forma significativamente mais confiante e socialmente competente).
Heilman, M. E., & Saruwatari, L. R. (1979). When beauty is beastly: The effects of appearance and sex on evaluations of job applicants for managerial and nonmanagerial jobs. Organizational Behavior and Human Performance. (Isolou o fenómeno de como a atração física sabota as mulheres em candidaturas a cargos de chefia e gestão).
Judge, T. A., Hurst, C., & Simon, L. S. (2009). Does it pay to be smart, attractive, or confident (or all three)? Journal of Applied Psychology. (Demonstrou que os homens bonitos capitalizam a sua imagem de forma contínua e linear ao longo de toda a carreira, enquanto as mulheres enfrentam barreiras baseadas na suspeita constante da sua competência).
Agthe, M., Spörrle, M., & Maner, J. K. (2011). Does attractiveness always help? Positive and negative effects of attractiveness on social decision making. Personality and Social Psychology Bulletin. (Provou a tendência inconsciente de discriminar negativamente candidatos altamente atraentes do mesmo sexo devido à competição intra-sexual).
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Feingold, A. (1988). Matching for physical attractiveness in romantic partners: A meta-analysis. Psychological Bulletin. (Confirmação estatística e empírica da equivalência de atração física entre parceiros em relações estáveis na vida real).
Elder, G. H. (1969). Appearance and education in marriage choice. American Sociological Review. (Estabeleceu que o capital estético é um ativo transacionável, capaz de viabilizar a ascensão social e a aquisição de estatuto no mercado matrimonial).
Buss, D. M., & Shackelford, T. K. (1997). From vigilance to violence: Mate retention tactics in humans. Journal of Personality and Social Psychology. (Evidenciou que indivíduos com menor atratividade física investem desproporcionalmente em submissão e recursos materiais para garantir a permanência de parceiras belas).
McNulty, J. K., Neff, L. A., & Karney, B. R. (2008). Beyond initial attraction: Physical attractiveness in newlywed marriages. Journal of Family Psychology. (Confirmou que a estabilidade conjugal é potenciada quando a mulher é mais atraente, visto que o marido compensa o seu défice visual com maior suporte e deferência).
Bleske-Rechek, A., et al. (2012). Benefit or burden? Attraction in cross-sex friendship. Journal of Social and Personal Relationships. (Este estudo isolou que os homens sentem significativamente mais atração pelas suas amigas do que o oposto, e que o nível de beleza da amiga dita diretamente o nível de investimento e ajuda que o homem está disposto a oferecer na relação de amizade).
Agthe, M., et al. (2010). Don't hate me because I'm beautiful: Anti-attractiveness bias in organizational evaluation. Social Psychological and Personality Science. (Demonstra como a atração física gera reações defensivas e avaliações negativas por parte de indivíduos do mesmo sexo que se sentem ameaçados na sua própria arena de competição).
Snyder, M., et al. (1977). Social perception and interpersonal behavior. (Fundamenta o Radiating Effect: estar associado a alguém atraente altera positivamente a forma como os terceiros avaliam o teu próprio valor).




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