O Número de Parceiros Sexuais Influencia a Felicidade e as Relações?
- Miguel Silverio
- há 10 horas
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Um tema que aparece cada vez mais no debate público é se o número de parceiros sexuais influencia a capacidade do indivudo conseguir ter uma relação saudável. Sendo que é um debate assimetrico na medida que se centra no número de parceiros da mulher e pouco ou nada se refere ao número de parceiras do homem. A tese defendida é que uma mulher que se envolveu sexualmente com muitos parceiros seja menos leal e capaz de desenvolver uma relação saudável do que uma mulher que não teve muitos parceiros.
Sinceramente acho um debate interessante, porém a forma como está a ser debatido só revela um ressentimento estrutural masculino. E, portanto, neste artigo iremos debater o tema dentro do que a ciência nos tem para dizer.
Na minha opinião, o número de parceiros, seja do homem ou da mulher, diz mais sobre o bem-estar emocional do indivíduo, do que porpriamente os seus valores e capacidade de ser ou não leal.
Em suma, o número de parceiros sexuais que um indivíduo acumula ao longo da vida continua a ser um dos temas mais debatidos, julgados e questionados nas conversas modernas, redes sociais e dinâmicas de namoro.Mas, para além dos estigmas sociais, dos julgamentos morais e dos preconceitos culturais, o que é que a ciência e a psicologia comportamental realmente nos dizem sobre o impacto deste fator na estabilidade emocional, na qualidade das relações e no bem-estar a longo prazo? E até que ponto as repercussões diferem consoante o sexo?
O que conta, afinal, como um "parceiro sexual"?
Em investigações científicas, em inquéritos sociológicos e na percepção pública, o termo parceiro sexual é frequentemente utilizado de forma vaga, o que gera discrepâncias enormes nos números que as pessoas reportam. Para a psicologia e para a medicina, a definição precisa exige estabelecer limites claros:
Os beijos contam? Do ponto de vista estrito da biologia reprodutiva e da esmagadora maioria dos estudos científicos sobre comportamento sexual, os beijos (mesmo que passionais ou prolongados) não contam como um parceiro sexual. O beijo é classificado como comportamento pré-sexual ou de corte, integrando a esfera da intimidade afetiva e social, mas não preenche os critérios académicos de atividade sexual (embora envolva riscos de transmissão de agentes infecciosos específicos).
O Sexo Sem Penetração Conta para a Reflexão? Embora os inquéritos estatísticos tradicionais usem a penetração como "linha de corte" por mera conveniência metodológica, para a nossa psicologia, para o desenvolvimento emocional e para a dinâmica das relações, o sexo oral, a estimulação manual e outras formas de intimidade sem penetração contam — e muito.
O Impacto Psicológico e a Vulnerabilidade: Partilhar intimidade genital (mesmo sem penetração) exige o mesmo nível de vulnerabilidade e ativa os mesmos circuitos neuroquímicos (como a oxitocina e a dopamina) de apego e prazer.
O Conflito entre a Estatística e a Realidade: Restringir o conceito apenas à penetração ignora a bagagem emocional real de muitas pessoas, especialmente em fases iniciais da vida adulta ou em determinados contextos relacionais. Portanto, para uma reflexão profunda, qualquer forma de contacto genital recíproco deve ser contabilizada na nossa bagagem emocional, pois molda as expectativas, limites e ansiedades.
Em suma, os estudos científicos por uma questão de simplificação metodológica consideram como parceiro sexual as relações que envolvam contacto entre genitais. Porém para o nosso debate vamos considerar todas as formas de intimidade.
Um indivíduo que sai para uma discoteca, bebe uns copos, e beija pessoas, é contabilizado como intimidade. Intimidade envolve partilha de sentimentos, toque - existe, portanto, química. Existe esta ideia que um parceiro sexual casual, seja de apenas uma noite, ou apenas com um envolvimento não genital, não é um parceiro romântico ou sexual.
Este mito que temos a capacidade de separar os sentimentos do ato sexual é um mero mecanismo de defesa que visa o indivíduo se tentar proteger de se vincular romanticamente. Aceite que se envolveu-se, de maneira que seja, com alguém existiam sentimentos. Por fim, desprezar beijos é um erro. Primeiro estamos a descartar as relações que tivemos quando éramos mais novas que, por razões neurais, foram as mais intensas e impactantes. Em segundo lugar, envolveu tanta intimidade, por vezes até mais, do que o contacto genital.
A Avaliação do Parceiro a Longo Prazo e a Percepção Social
Como é que o histórico sexual afeta a forma como somos avaliados por potenciais parceiros para relações sérias?
A perceção do valor de um parceiro é fortemente influenciada por heurísticas sociais de risco. Um estudo internacional em larga escala publicado no Center for Open Science (Thomas et al., 2024) demonstrou que a quantidade de parceiros passados afeta a desejabilidade de um indivíduo para uma relação de longo prazo, mas este impacto é moderado pela forma como essa distribuição ocorreu ao longo do tempo (ritmo e contexto).
Não é, portanto, segredo para ninguém que um indiviudo que publiciamente se saiba que teve muitos parceiros ao longo da vida, seja menos desejavel aos olhos da sociedade para uma relação romântica de longo prazo. Se isto faz sentido ou não, é outra conversa.
Como tudo na vida, considero que depende do contexto. Pessoalmente tive várias parceiras ao longo dos anos. Foi algo por fases, ou seja, não foi algo recorrente. Tive fases onde envolvi-me com várias mulheres, por vezes, quase que compulsivamente - entre festas, encontros, etc. Ao mesmo tempo, tive fases onde não tive qualquer parceira sexual durante longos períodos.
A Ana tem sido uma mulher que tenho referido ao longo dos artigos. Para o leitor não familiarizado, Ana foi uma relação platônica que tive durante a época do secundário escolar, durante os 3 anos do mesmo. Neste período não tive qualquer envolvencia sexual seja com quem for - o que inclui beijos. Porquê? Porque amava Ana, considerava a mulher que queria ter ao meu lado, logo era leal romanticamente, mesmo não existindo um compromisso formalizado.
Ao mesmo tempo, nos dois anos antes de a conhecer estive com dezenas de mulheres. Poderia estar a dizer que o fiz por ser novo, mas tal seria uma falacia. Fi-lo porque estava a tentar compensar um vazio interno. Por um lado, sentia falta da Alexandra - a minha primeira amiga e namorada - e estava triste por não a conseguir conquistar de volta, por outro lado sentia-me sozinho e melancolico, e tentei compensar essa solidão com uma intimidade excessiva, através da euforia dos novos encontros - onde somos desejados mais intensamente. Foi uma fase lamentável na medida que me humilhei e desrespeitei bastante. O meu corpo e dignidade foram usados e abusados. E sentia-me pessimamente.
Onde quero chegar é a algo que devia ser óbvio, o número de parceiras não afeta a minha capacidade de amar e ser leal. Normalmente foram fases impulsivas após desgostos amorosos - o clichê não é verdade? Por outras palavras, foi mais um reflexo do meu estado psicológico do que da minha capacidade de compromisso e lealdade.
Diferença entre Homens e Mulheres no escrutínio: Historicamente, a psicologia evolucionista aponta para um duplo padrão sexual (sexual double standard). As mulheres com um histórico sexual mais elevado tendem a enfrentar um escrutínio social mais severo e a ser avaliadas com maior ceticismo por potenciais parceiros a longo prazo no que respeita à estabilidade relacional. Em contrapartida, os homens com múltiplos parceiros enfrentam julgamentos menos punitivos no campo da fidelidade percebida, sendo por vezes socialmente recompensados, embora um número excessivamente elevado também gere reservas quanto à capacidade de compromisso monogâmico
Esta descrepância nos dias de hoje não se deve a uma sexismo estrutural como se diz pela ala mais feminista, deve-se à descrepância de acessibilidade de parceiros entre sexos. E tal não é um mito, estatisticamente em aplicações de encontros como tinder, as mulheres tem exponencialmente mais “likes” e conecxões que os homens. A diferença é assustadoramente elevada. E porquê? Biologicamente os homens são muito menos seletivos pela capacidade de repodução elevada, face ao escrutínio severo das mulheres devido ao elevado custo biológico na reprodução. Uma mulher tem uma capacidade estimdada de ter 15 a 30 filhos ao longo da sua vida. Enquanto o homem pode ter centenas de filhos ao longo da vida.
O volume de parceiros anteriores afeta a capacidade de manter um casamento ou uma relação estável e feliz na idade adulta?
A investigação conduzida pelo Instituto Kinsey (Heiman et al.) com casais de várias faixas etárias revelou que a satisfação sexual e a longevidade conjugal dependem primariamente da intimidade física atual, da empatia e da qualidade da comunicação quotidiana, enfraquecendo a correlação direta entre o número bruto de parceiros anteriores e o divórcio.
Diferença entre Homens e Mulheres: No entanto, o impacto do passado varia consoante o género no contexto do casamento. Estudos complementares sobre o histórico de coabitação e parceiros sexuais indicam que, para as mulheres, um número elevado de parceiros antes do casamento tem sido estatisticamente associado a uma probabilidade marginalmente superior de divórcio em certas coortes geracionais — um reflexo de normas culturais e diferentes limiares de tolerância para insatisfações. Nos homens, a correlação estatística entre o número de parceiros pré-maritais e a instabilidade conjugal tende a ser menos linear, estando mais ligada a traços gerais de impulsividade.
Em suma, o número de parceiros anterior à relação, na ótica científica, afeta mas não de forma relevante, sendo este fenomeno marginalmente superior nas mulheres.
O número de parceiros sexuais não influencia diretamente, como referi, a capacidade de compromisso e lealdade de um indivíduo numa relação. O estado psicologico desse individuo, isso sim é relevante. As mulheres sabem que tem uma disponibilidade no mercado relacional quase infinita. Uma mulher se quiser companhia, devoção, alguém para a ouvir, dar afeto ou apenas um parceiro sexual, tal é fácil para a mesma - especialmente nos dias que correm com as redes sociais. Uma mulher numa fase mais frágil da sua vida, naturalmente terá a tentação de se envolver com um homem que lhe aparenta ter a capacidade de preencher o vazio que naquela fase sente. Os homens tem o mesmo impulso, apenas tem exponencialmente menor capacidade de o fazer. É fundamental, portanto, um equilibrio emocional para não cair na tentação.
A traição ocorre como um ato impulsivo, sendo os homens mais propensos a esta impulsividade. Para não cairmos na tentação de procurar preencher um vazio com um terceiro é fundamental sabermos procurar ajuda nos meios saudáveis - seja através de um confidente ou de um profissional.
Pessoas que têm uma necessidade compulsiva de preencher as suas vidas com diversos parceiros românticos estão a tentar lidar com um sofrimento insuportável dentro delas que faz com que sejam incapazes de permanecer sozinhas e lidar com o mesmo. É importante analisarmos o porquê de fazermos aquilo que fazemos, e procurarmos ajuda quando necessário. Especialmente os homens que têm mais dificuldade em se abrirem e sentirem-se vulneráveis
O número de parceiros reflete traços de personalidade intrínsecos ou padrões comportamentais duradouros?
A literatura em genética comportamental indica que as diferenças individuais na sociossexualidade (o grau de abertura ao sexo sem compromisso emocional) são parcialmente herdadas e refletem variações em traços fundamentais da personalidade, como a busca de novidade e a impulsividade.
Diferença entre Homens e Mulheres: Os homens pontuam consistentemente mais alto em medidas de sociossexualidade não restrita do que as mulheres, uma disparidade documentada transversalmente em dezenas de culturas. Isto significa que, enquanto para os homens um elevado número de parceiros resulta frequentemente de uma propensão inata mais acentuada para a exploração de novidade sexual, nas mulheres a variação é mais fortemente modulada por restrições sociais e pressões culturais, embora aquelas que possuem traços elevados de abertura à experiência exibam comportamentos semelhantes.
Existirá uma correlação entre um elevado número de parceiros e o desenvolvimento de perturbações mentais, ansiedade ou comportamentos aditivos?
Numa extensa investigação de coorte publicada nos Archives of Sexual Behavior(Ramrakha et al., 2013), os investigadores concluíram que, embora não exista uma ligação linear universal entre o número de parceiros e o desenvolvimento isolado de perturbações de ansiedade ou depressão, um histórico de múltiplos parceiros correlaciona-se de forma consistente com um risco acrescido de comportamentos de risco e dependências.
Diferença entre Homens e Mulheres: Esta correlação apresenta diferenças de género significativas. Nas mulheres, um número muito elevado de parceiros correlaciona-se frequentemente com uma incidência estatisticamente mais pronunciada de quadros de vulnerabilidade emocional, histórico de instabilidade afetiva ou uso de substâncias como mecanismo de regulação. Nos homens, a mesma acumulação numérica está mais frequentemente associada a externalização de comportamentos de risco, impulsividade social e menor investimento parental, sem caracterizar necessariamente o mesmo tipo de sofrimento emocional interno observado nas mulheres.
Podemos concluir que um número mais elevado de parceiros está consistentemente associado a maior propensão para instabilidade emocional.
Nenhuma das fases da minha vida onde tive com várias parceiras sexuais não estão associadas a uma altura mais negra da minha vida. Após o término da relação com Ana a quantidade de disparates a atos impulsivos que eu fiz. Desde consumo de drogas leves, alcool em excesso, encontros sexuais verdadeiramente assustadores - onde me senti usado e com nojo do meu corpo. Condução embriagadom, excesso de velocidade, impuslivdade geral, angústia insuportável, e por aí vai. Apesar dessa instabilidade, sempre tive capacidade de analisar as pessoas que me rodeavam. Isto para dizer que as mulheres que me envolvi, nos diversos contextos, estavam tão mal ou pior que eu - cada uma à sua forma estava a lidar com o seu sofrimento de forma impulsiva.
Conhecidos e amigos que tenho conhecido ao longo da minha vida apresentaram o mesmo padrão. Portanto aquilo que tenho andado a observar alinha-se com as correntes científicas atuais.
Por contraste, quando tive melhor na minha vida foi quando me devotei a uma mulher. Onde amei e recebi amor. Amar é o sentido e próposito. É aquilo que nos conecta e aproxima. É o que vence todos os mecanismos narcisistas intrinsecos à nossa essencia. Amar também se pode tornar um problema, mas amar nunca será a fonte do problema.
Em suma, muitos parceiros sexuais é sinal de instabilidade emocional em determinado ponto da nossa vida.
O que dita verdadeiramente a qualidade de vida e a satisfação sexual de uma pessoa no presente?
Um estudo com mais de 8.000 participantes focado nos determinantes da satisfação global (Starc et al., 2022, publicado na Acta Clinica Croatica) demonstrou que o bem-estar atual é ditado quase na totalidade pela qualidade da relação vincular presente, pela comunicação aberta com o parceiro e pela ausência de disfunções, desvalorizando o peso absoluto do histórico numérico remoto.
Tal verdade é importante para olharmos para o outro e para nós próprios com outro angulo, ou seja, existe esperança. Termos tido um passado mais impulsivo sexualmentre não determina a nossa capacidade de compromisso no presente. Ao mesmo tempo, o passado do nosso parceiro não determina a sua fidelidade.
Agora, pessoas que traem um parceiro no passado são muito mais propensas de o fazer novamente. Escrevi um artigo sobre traição recomendo leitura.
Diferença entre Homens e Mulheres: Curiosamente, no que respeita ao presente, a investigação demonstra que tanto homens como mulheres beneficiam igualmente de uma boa conexão emocional e comunicação na relação atual. Contudo, as mulheres tendem a ancorar mais a sua satisfação global na segurança emocional e na reciprocidade sentida no momento, enquanto os homens mantêm uma sensibilidade ligeiramente superior à frequência e variedade da atividade sexual na equação da sua felicidade relacional global.
O nível de experimentação prévia — incluindo sexo oral, anal, fetiches e práticas fora do convencional — condiciona a estabilidade ou a satisfação em relacionamentos futuros?
Existe também esta ideia que mulheres mais libertas sexualmente são menos capazes de ter um compromisso saudável. Tal é um verdadeiro disparate.
Não sou uma pessoa com grandes loucuras sexuais. Vejo o sexo como a forma mais primitiva de nos expressarmos romanticamente. Daí sentir nojo das experiências sexuais que tive fora dos relacionamentos. O nosso corpo é algo que não deve ser usado, mas sim fundido à alma que amamos. No entanto, tenho um desejo sexual muito intenso - gosto de ter muitas relações sexuais com a mulher que amo. E a minha compatibilidade sexual implica um avontade da minha parceira. Dito isto, uma mulher com mais experiências e prática, nunca condicionou a minha perceção do seu valor enquanto parceira romantica. Porém, posso dizer que o contrário já me aconteceu. Uma mulher sem experiência e raltivamente insegura com a sua sexualidade - apesar do ponto de vista racional achar bonito a ideia de uma mulher se resguardar para o parceiro - na prática causou-me alguma desconeção atrativa. Por exemplo, a ideia que determinadas práticas sexuais implicam uma submissão ao parceiro é algo que nunca foi compatível com a forma que vejo o sexo. O sexo é um momento intimo, não um jogo de poder.
A sexologia clínica e a psicologia relacional contemporânea demonstram que a exploração de uma ampla gama de práticas sexuais e a abertura à novidade (frequentemente ligada a traços de alta abertura à experiência) funcionam como uma ferramenta de autoconhecimento. A investigação sobre diversidade de repertório sexual e dinâmica conjugal indica que a compatibilidade erótica e a flexibilidade para explorar preferências não convencionais aumentam a satisfação global a longo prazo, desde que exista comunicação aberta e ausência de compulsividade.
Diferença entre Homens e Mulheres: A investigação sobre a exploração de fetiches e práticas como o sexo anal ou oral revela nuances importantes de género. Embora a curiosidade e o desejo por novidades existam em ambos os sexos, as mulheres tendem a associar mais fortemente a satisfação nestas práticas à segurança emocional prévia, à confiança no parceiro e ao contexto de um vínculo estável. Os homens, por sua vez, demonstram estatisticamente uma propensão ligeiramente superior para separar a experimentação erótica do envolvimento emocional profundo, embora ambos os géneros beneficiam igualmente do alinhamento de preferências para evitar sentimentos de incompatibilidade na relação a longo prazo.
Fonte Científica: Lehmiller, J. J. (2018). The Psychology of Sexual Fantasy: Understanding Gabapentin, Desires, and Behavior Across Demographics. Journal of Sex & Marital Therapy / Routledge; e inquéritos associados ao Kinsey Institute sobre diversidade de práticas eróticas.
Conclusão
A ciência demonstra que o número de parceiros sexuais não é um veredito absoluto nem um atestado de caráter. Funciona antes como um indicador complexo que interage com a biologia, a personalidade, as normas culturais e a psicologia de cada sexo.
Se para uns a quantidade reflete apenas trajetórias de exploração pessoal, para outros está ligada a dinâmicas de apego. No entanto, independentemente do passado de cada um, a estabilidade e a felicidade a longo prazo continuam a ser construídas no presente, através da inteligência emocional, do alinhamento de valores e da capacidade genuína de intimidade.
Um maior pudor romântico e sexual associo a um maior respeito e integridade do indivíduo, seja homem ou mulher. Fomos feitos para amar, e sim temos impulsos de reproduzir, mas a sobrevivência da nossa espécie depende do amor, não do ato sexual em si. Engravidar é fácil, criar uma família, ter uma relação estável e saudável e, por fim, educar um filho, isso sim demonstra integridade e valor.
O sexo é apenas um meio de demonstrar amor. Homens e mulheres, mas especialmente homens, que afirmam ter uma “necessidade sexual”, reflete uma carência afetiva interna. Para conseguirmos amar temos que nos amar. O sexo é o resultado de nos amarmos a nós e ao parceiro. Porém a procura impulsiva e irracional de sexo, reflete um vazio de amor interno.
O sexo deve ser algo especial (não necessariamente monogamico para o efeito) e não um jogo.




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